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Piscinas: Dicas para garantir segurança

Os brasileiros vêm sendo cada vez mais surpreendidos com ondas de calor repentinas, por isso pulos na piscina fora de época estão bem recorrentes.

E quando um vai, vão os amigos, a família e a piscina fica cheia. Todo mundo adora passar esse tempo gostoso junto com entes queridos.

Por isso é mais do que necessário que o condomínio se preocupe em deixar a piscina em bom estado o ano inteiro, e não apenas no verão.

Afinal, com exceção dos horários estipulados pelo regulamento, a piscina deve estar apta para uso sempre.

Além disso, é preciso também garantir a segurança dessas áreas, pois o afogamento tem sido a maior causa de mortes acidentais de crianças e adolescentes nos últimos anos, e um levantamento mostra que 59% desses afogamentos ocorreram em piscinas ou equipamentos similares em suas próprias casas.

Nesses casos, o síndico pode inclusive ser responsabilizado caso seja constatado que houve negligência por parte dele.

Então para evitar esse tipo de tragédia, tanto síndico quanto moradores precisam levar em consideração cuidados básicos com a manutenção e explicações de uso da piscina. Essas e outras dicas podem ser conferidas aqui embaixo. Boa leitura!

Manutenção da Piscina

Uma piscina sem manutenção pode levar seus usuários a serem acometidos por doenças de pele como micoses ou até infecções intestinais. Por isso a manutenção é essencial e não serve apenas para fins estéticos.

Para realizar os cuidados com a água, o controle do cloro deve ser feito a cada dois dias, a filtragem deve ser diária, e o pH deve ser checado pelo menos duas vezes por semana.

Já para limpar as bordas da piscina é necessário uma vez por semana, fazer a retrolavagem do filtro, usar algicidas e fazer a aspiração.

Tanto a manutenção das bordas quanto do piso das piscinas precisam estar 100% em dia, não podem haver rachaduras, nem lascas soltas. Só assim, a segurança pode ser garantida.

Como as piscinas costumam ficar cheias, o dia em que houver menos frequência é o dia para fazer essas manutenções.

O síndico profissional Nilton Savieto comenta que "geralmente se opta por segunda para fazer essa manutenção, dia que geralmente há menos movimentação na pisicna".

Nessas manutenções a iluminação também precisa ser checada.

Segundo Vinicius Consani, gerente comercial da Isamar Piscinas, choques na área da piscina por conta da iluminação não são comuns.

Mas se incidentes desse tipo estiverem acontecendo, o síndico deve buscar por um engenheiro elétrico que possa verificar qual é o problema e realizar quaisquer alterações necessárias, pois choques assim só acontecem quando a instalação é feita de maneira incorreta.

Quem pode realizar manutenções na piscina?

O tamanho da piscina é o principal aspecto utilizado para determinar se será preciso de serviço terceirizado ou não, como comenta Ricardo Karpat, diretor da Gábor RH e especialista em recursos humanos.

“Em condomínios menores, de uma torre só, geralmente o próprio zelador acumula essa função. Porém, em um condomínio-clube, o usual é que haja uma empresa contratada prestando esse serviço”.

Em caso de uma empresa terceirizada ser contratada, será preciso acordar em contrato se a compra dos produtos de limpeza para a piscina serão incluídos ou não.

Sinais e mobília da área da piscina

É importante não só cuidar da água da piscina, mas de toda a área ao redor.

As escadas para entrar na piscina, a área de chuveiro, e o restante do mobiliário precisam ser vistoriados toda semana e sempre mantidos limpos.

Para evitar acidentes, a profundidade da piscina precisa ser indicada em placas no local.

Outra garantia de segurança para menores, é manter a área cercada e trancada, para impedir que crianças sem acompanhamento tenham acesso às piscinas.

Quando a piscina deve ser coberta?

Em geral as piscinas devem ser cobertas principalmente quando não estiverem sendo usadas. Para isso, pode ser usada uma capa de proteção, que evita folhas e poeira de caírem na água, e as capas térmicas que também mantém a sujeira longe da água, mas principalmente mantém a temperatura da água.

Por estar exposta, a água da piscina acaba evaporando, o que demanda que a piscina seja enchida novamente, gastando mais água. Por isso, nos períodos mais frios, em que não há uso, a piscina deve ser coberta para evitar a perda de água.

Mas as capas de proteção podem acabar gerando acúmulo de água e sujeira em sua superfície, o que por sua vez pode gerar focos de Aedes Aegypti. Então quando as capas não estiverem em uso, elas devem ser devidamente guardadas.

Cuidado com ralos

A manutenção deve ser feita ainda mais frequentemente se a piscina for antiga.

Azulejos soltos são um perigo, e mais perigoso ainda pode ser a força de sucção dos ralos. Uma empresa de manutenção pode ser contatada para que o sistema seja regulado melhor se a sucção do ralo estiver muito forte.

Vinicius Consani explica que proprietários de piscinas mais antigas têm optado por substituir seus ralos por ralo anti-sucção. Esses modelos não sujam com muita força e a substituição além de ser fácil é barata - em torno de R$ 70 e R$ 110 por ralo. “As piscinas novas já são equipadas dessa maneira", explica Consani.

Isso deve ser feito com muita atenção pois dentre as mortes acidentais de crianças em piscinas que citamos no começo da matéria, muitas delas foram em decorrência de cabelos presos no ralo.

Salva-vidas

Essa opção vai do bom senso dos síndicos e dos moradores, mas também do que diz a legislação de cada município.

Condomínios do Rio de Janeiro com piscinas de mais de 6m x 6m, são obrigados pela lei a contratar profissional salva-vidas.

Mas em São Paulo, a história muda. Condomínios residências e outros locais com piscinas privadas não são obrigados a terem salva-vidas, apenas piscinas públicas.

Dicas para uso

É importante que todos os moradores conheçam bem as regras de uso das piscinas, afinal esses são locais coletivos e o mau uso pode afetar inúmeras pessoas.

Algumas das principais recomendações são:

  • Para evitar que a água e as bordas da piscina sejam sujas com protetores e óleos de banho, antes de entrar é bom tomar uma ducha.

  • Também ajuda a manter a piscina limpa, evitar beber ou comer nessa área.

  • Vidros são estritamente proibidos na área da piscina.

  • Ao invés de usar alto-falantes ou caixa de som, é melhor usar fones para que outras pessoas não se incomodem.

  • Redes, petecas, bolas, bicicletas, skates e outros tipos de brinquedos não podem ser permitidos no local.

Crianças

É preciso ter uma idade mínima - votada em assembleia - para crianças poderem entrar nas piscinas sozinhas.

Hubert Gebara, vice-presidente de condomínios do Secovi-SP argumenta que “o entendimento mais comum da Justiça é que os pais são os principais responsáveis e cuidadores dos menores, mesmo que nas áreas comuns do prédio”.

Sob nenhuma circunstância as crianças com menos de oito anos de idade devem ser deixadas sozinhas sem supervisão.

As piscinas de adultos devem ser restritas a adultos. Crianças só poderão entrar lá acompanhadas de seus pais ou responsáveis.

Se não houver cerca ao redor das piscinas, síndicos e pais precisarão trabalhar de forma incisiva para que seus filhos não entrem nas piscinas sozinhos e tomem cuidado.

Crianças devem ser ensinadas a não urinar na água da piscina.

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