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Bicicletas no Condomínio: Como Gerenciar e Organizar um Bicicletário

Para onde quer que se olhe tem bicicleta. As bikes tem se tornado uma tendência no mundo todo.

Uma forma barata e simples de se divertir e se manter saudável, disponibilizar um local seguro para poder guardar as bicicletas de moradores tem se tornado uma preocupação dos condomínios.

Afinal, se é uma tendência, não dá pra fingir que o problema não existe. É preciso que o síndico se reúna com a administração e os condôminos para buscar uma solução para essa demanda. Essa solução geralmente vem na forma de um bicicletário, que funciona como um estacionamento para bicicletas.

Bicicletário é Lei

Além de ser uma demanda da população, em São Paulo leis determinam que haja espaços reservados para bicicletários em novos condomínios. 

Nem todos os municípios têm leis como essa, mas a partir de 2013, novas construções e reformas de prédios residenciais e comerciais da capital paulista são obrigados pela lei 15.649 a reservarem até 10% das vagas de estacionamento para bicicletas.

Rodriga Karpat, advogado especialista em condomínios, afirma que a lei altera o Código de Obras do Município, por isso locais reservados para guardar bicicletas devem ser de fácil acesso, com adequação ao piso mais próximo das ruas e calçadas.

“O espaço deve ter até 1,80 metro de extensão e a altura não pode ser inferior a 2 metros. A instalação de suportes para prender as bicicletas com distância mínima de 75 centímetros também é obrigatória ", completa Karpat.

Como implementar um bicicletário?

Mas a pergunta que fica é: como é que eu posso implementar um bicicletário se não há espaço no condomínio?

Condomínios antigos não costumam possuir espaço para que as bicicletas sejam guardadas e o uso dos estacionamentos para tal é vetado pela administração, o que acaba forçando moradores a guardarem bicicletas em seus apartamentos.

O vice-presidente dos condomínios do Secovi-SP afirma que o que inviabiliza os projetos de bicicletário é a falta de lugares onde caibam pelo menos uma bicicleta por unidade.

No entanto, a falta de espaço pode não ser realmente um problema.

Segundo o síndico profissional Nilton Savieto há alternativas para casos como esses. “Aqueles onde realmente não há espaço podem optar por ganchos nas paredes da garagem. Nesse caso, é importante padronizar o gancho, para dar uma uniformizada. Para quem tiver um pouco mais de espaço, há bicicletários tanto de chão, quanto de parede”.

Por uma média de R$ 700 é possível adquirir modelos mais simples onde caibam até 10 bicicletas

A opção por bicicletários vem aumentando a cada ano. Crisleine Correa de Freitas, do departamento de marketing da Altmayer, empresa que fabrica acessórios para ciclismo, aponta que esse aumento se deve muito a necessidade dos condomínios de assegurar que seus moradores tenham onde guardar suas bicicletas.

Ela ainda afirma que produtos de correr e de chão são os mais vendidos pela Altmayer. Produtos como esses, onde as bicicletas ficam penduradas, economizam bem mais espaço. 

Dicas para obter aprovação do bicicletário

Antes de implantar um espaço como esse, é necessário convocar uma assembleia para que o assunto possa ser discutido.

Se nenhuma área comum do condomínio for afetada, serão precisos votos da maioria presente na assembleia. Caso contrário, serão necessários votos a favor de pelo menos dois terços dos moradores.

Anteriormente, era preciso que os votos fossem unânimes para alterar a área comum. Porém a lei foi alterada para ⅔ em 2022.

Para conseguir os votos, é recomendado incluir na assembleia um período de teste antes da implantação definitiva do bicicletário.

Nilton explica que se o bicicletário for implantado em caráter excepcional, a coletividade poderá se desfazer dele se não ficar satisfeita com o resultado.

Há casos em que o morador rejeita a ideia por medo de qualquer acidente envolvendo crianças andando de bicicleta nas proximidades mesmo havendo espaço para bicicletário na garagem.

Se o bicicletário for aprovado, o morador incomodado tem a opção de tentar trocar a vaga com outra pessoa.

E quanto a segurança do local?

Se as bicicletas forem danificadas ou furtadas, o condomínio só poderá ser responsabilizado caso o bicicletário seja trancado, sendo o zelador a única pessoa que possa abrir ou fechar o local.

Para evitar problemas, a gerente de condomínios da Itambé, Vania Dal Maso, recomenda que caso os equipamentos sejam muito caros, o melhor mesmo é levar para dentro da unidade.

Mas é preciso lembrar que embora sejam muito desrespeitadas, alguns regimentos internos possuem regrfas que proibem que bicicletas sejam guardadas em sacadas.

Como organizar o bicicletário?

Para deixar o bicicletário sempre organizado, é preciso de normas próprias para o bicicletário.

Com a aprovação em assembleia por maioria simples, um conjunto de regras específicas e estabelecidas no regimento interno são essenciais para evitar problemas e situações desagradáveis, como os equipamentos sendo guardados em locais indevidos.

É preciso também de um sistema de fácil identificação para cada bicicleta. Tags por exemplo, evitam que não haja confusões ou perdas. Além é claro de deixá-las sempre trancadas com cadeado.

Os moradores precisam deixar o registro de cada bike sempre atualizado para permitir que sempre haja espaço para novos moradores guardarem suas bicicletas. Síndicos podem fazer campanhas para ter a garantia de que os moradores não se esqueçam.

Qual bicicletário escolher?

Existem dois tipos de bicicletários: os de chão e os de parede.

O importante é entender o que o seu condomínio precisa, pois aqui é uma escolha bem traiçoeira. Os de chão são mais baratos mas ocupam muito espaço, já os de parede ocupam menos espaço mas costumam ser bem caros.

Antes de tomar uma decisão é sempre bom consultar diferentes opções e preços.

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